ENTREVISTAS

Ticão

O entrevistado desta vez do Planeta Esportivo é o ex-zagueiro Ticão, jogador de qualidade diferenciada, atuou como defensor, mas poderia ter sido atacante pela facilidade em tocar na bola e fazer gols. Começou sua carreira no Paulista e em seu currículo jogou ao lado de atletas do patamar mais alto do futebol mundial.
 
Nome completo e idade?
Herbert Borges, 48 anos.
 
Como foi a base na sua carreira?
Comecei garoto, jogando tanto no futebol de salão como no futebol de campo, atuei em alguns clubes de Jundiaí, até chegar ao Paulista.
 
Sua primeira partida como profissional?
Minha primeira partida como profissional é algo inesquecível. Foi com a camisa do Paulista no ano de 1994, em Jundiaí, contra o São Bernardo, vencemos o jogo e fui um dos melhores em campo.
 
Quais os clubes que você jogou profissionalmente?
Foram vários clubes, comecei no Paulista, clube que me identifico até hoje. Logo em seguida recebi uma proposta para jogar fora do país, onde atuei no Kenitra do Marrocos. Na sequência retornei para o Brasil, onde joguei no Marcílio Dias de Santa Catarina. Depois atuei em dois clubes do interior de São Paulo, Sãocarlense e Taquaritinga. Tive o prazer de jogar um Campeonato Gaúcho pelo Glória de Vacaria. Também joguei o Campeonato Paraense, vestindo a camisa do Tiradentes e depois do Remo. Voltei para o futebol paulista, onde joguei no Noroeste de Bauru. Encerrei minha carreira profissional, em um clube da região, o Campo Limpo Paulista.
 
Como e quando foi à decisão de parar com o futebol profissional?
Foi em 2003, após ter rodado por vários clubes, conversei com minha família e vi que era o momento de parar no futebol profissional, não foi uma decisão fácil, mas acredito que tenha acertado na escolha.
 
Frustração no futebol?
Não tive frustração no futebol, pelo contrário, fiz muitos amigos, foi um período maravilhoso que vou levar para o resto da vida.
 
Por que você cita o Paulista como o clube que mais se identificou?
O Paulista é o time da minha cidade, é o time que abriu as portas para o mundo do futebol, toda criança que gosta de chutar bola sonha em ser jogador, através desse time realizei meu sonho. Tenho uma enorme paixão pelo Tricolor Jundiaiense.

Cite alguma história engraçada que você presenciou no profissional?
Foram várias, mas uma aconteceu no Taquaritinga, coisas do futebol raiz. Estávamos em concentração, no quarto dormindo, Quarté, Neizinho e eu. Nosso treinador era um paraguaio, chamado Aiala, de repente a porta do quarto abre e ele entra com umas ervas na mão, ficamos espantados, ele se dirige a cama do Neizinho e o começa a benzer, o Nei sem saber o que fazer não abriu a boca e deixou o técnico curandeiro fazer o trabalho. No outro dia o treinador fala para todos que havia benzido o nosso atacante, que a partir daquele jogo ele iria começaria a fazer gols. No final da partida, perdemos o confronto e ele saiu bravo, chutando tudo e o mais engraçado, dizendo que nem com reza brava o Neizinho fazia gol (risos).
 
Hoje você vê muita diferença entre o futebol amador para o profissional, lembrando que não estamos falando da elite, mas de outras séries?
Tirando o futebol da elite, não acho que tem muita diferença entre o profissional e o amador. Existem bastantes atletas, considerados amadores, que podem jogar no futebol profissional com toda certeza.
 
Partida inesquecível e gol inesquecível?
Minha partida inesquecível foi contra a Portuguesa Santista no Jayme Cintra, vencemos o jogo e fiz um golaço, fui citado como o melhor em campo, nos noticiários dos jornais do dia seguinte.
 
Ídolo no futebol?
Não sei se a palavra seria ídolo, é um cara que nos tornamos amigos, já admirava demais e ter jogado com ele foi uma honra, estou falando de Toninho Cerezo, o cara era craque, jogava muito.
 
Amigos no futebol?
São muitos, não tem nem como citar, sempre fui um jogador de grupo, fazia amizade muito fácil, tenho amigos em todos os clubes que passei.
 
Como foi jogar fora do Brasil?
Não é fácil jogar fora do seu país, existem vários pontos, dentre elas, língua e cultura diferentes, mas ressalto que foi um aprendizado enorme, uma experiência incrível.

Com quais jogadores de alto nível você jogou?
Toninho Cerezo, Casagrande e Edu Lima, jogadores de renomes internacionais, aprendi muito com eles, sem falar que dois deles jogaram Copa do Mundo (Cerezo e Casão).
 
Como foi sua transição do futsal para o futebol de campo?
Foi algo de repente. Eu era um dos destaques do futebol de salão de Jundiaí. Ganhei muitos campeonatos nos clubes que joguei, além do troféu Tênis de Ouro -1993, da Federação Paulista. Mas quando vi, estava disputando o Campeonato de Juniores pelo Paulista e em seguida me profissionalizando. Foi tudo muito rápido, o futebol não espera, aconteceu comigo e existem várias histórias semelhantes.
 
Você se arrepende de não ter continuado no futsal?
Arrependimento é uma palavra forte, mas se fosse hoje, eu acredito que continuaria no futsal.
 
 


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